Sinais de Autismo: Como identificá-los em bebês a partir de 8 meses!

Sinais de Autismo: Como identificá-los em bebês a partir de 8 meses!

bebê de 8 meses deitado no chão brincando. texto em destaque: Sinais de Autismo: Como identificá-los em bebês a partir de 8 meses!

É possível perceber sinais de autismo em uma criança mesmo que ela ainda seja um bebê, mas pouquíssimos pais conseguem identificá-los a tempo de começar uma intervenção precoce.

Quando percebem que existe algo diferente no desenvolvimento dos seus filhos os pais ficam desconfiados e aflitos mas muitas vezes só mais tarde recebem o diagnóstico e infelizmente a criança acaba perdendo a oportunidade de receber os estímulos necessários o quanto antes.

Mas calma! Se você está passando por isso saiba que não é culpa dos pais. O diagnóstico do TEA pode ser difícil no Brasil. É comum as pessoas, e até alguns profissionais, acharem que é normal a criança ter o seu próprio ritmo de desenvolvimento.

Em partes não deixa de ser verdade, mas existem alguns padrões que toda criança segue e quando um comportamento não condiz com o que seria adequado para certa idade é momento de considerar uma consulta a um especialista para avaliá-la.

É sobre isso que eu vou falar nas próximas linhas. Continue a leitura que eu vou te ajudar a entender como identificar sinais de autismo para decidir se é momento de procurar um profissional para avaliar seu bebê.

Veja também a importância de escolher profissionais especializados para conseguir um diagnóstico mais rápido e como isso pode ser essencial para o melhor desenvolvimento do seu bebê.

Quanto antes melhor!

Nos Estados Unidos uma pesquisa realizada pelo CDC –Centers for Disease Control and Prevention –indicou que 1 a cada 59 crianças são acometidas com TEA.

No Brasil não temos estudos sobre a prevalência do autismo que nos permita fornecer esses dados com tanta precisão, mas já está claro que quanto mais informação mais casos aparecem.

E isso não quer dizer que hoje existam mais pessoas autistas do que há 50 anos atrás, mas sim que agora existe uma observação mais efetiva a respeito do tema, apesar de não estarmos nem perto do ideal ainda.

Muitos indivíduos ainda passam a vida sem saber que são autistas. Pessoas que dependem das redes públicas de saúde são as mais prejudicadas. O grande problema é que mesmo quem recebe o diagnóstico pode recebê-lo de forma tardia.

Não dá para identificar o TEA através de exames de sangue, imagem ou afins, o diagnóstico do Autismo é 100% de análise comportamental. Além disso, cada caso é um caso, a criança pode ter todos ou apenas alguns sinais de autismo em diferentes graus e isso pode dificultar ainda mais o diagnóstico definitivo. O que você pai, mãe ou cuidador pode fazer em relação à isso?

Se informar o máximo possível sobre o assunto já é um começo e tanto. Treine o seu olhar para observar o seu filho ativamente e “confie na sua desconfiança”, se você está sentindo que tem algo diferente não se desespere, procure ajuda especializada o quanto antes.

Se você conseguir identificar esses sinais no seu filho ainda bebê ele terá as chance de receber intervenção precoce, que tem demonstrado ser a melhor alternativa de tratamento para essas crianças.

Eu vou te ajudar a entender melhor a importância da intervenção precoce, mas antes deixa eu já te mostrar alguns sinais de autismo para você identificar se isso pode estar acontecendo com o seu bebê.

Será que seu bebê apresenta esses sinais de autismo?

A partir dos 8 meses de idade os pais já conseguem acompanhar e identificar indícios de TEA, abaixo alguns exemplos:

  • Não reagem quando são chamados pelo nome, precisam de mais estímulos para olhar e atender;
  • Pouco contato visual quando estão mamando;
  • São agitados ou passivos demais;
  • Podem não gostar de contato físico (como abraços e toques);
  • Vai ao colo de qualquer pessoa (não se apegam aos seus cuidadores);
  • Bebê que não sorri com facilidade;
  • Não compartilha objetos;
  • Não brincam de imitar como mostrar a língua, piscar, jogar beijo e acenar;
  • Não gesticula, aponta ou balbucia com 12 meses de idade;
  • Não fala palavras com significados com 18 meses de idade;
  • Não fazem frases funcionais com pelo menos 2 palavras com 24 meses de idade;
  • Não brincam com os brinquedos com a função correta;
  • Falta de interação social, não há reciprocidade para falar ou brincar;
  • Tem movimentos repetitivos ou estereotipados, como correr de um lado para o outro sem objetivo, pular e rodar sem sentido;
  • Apego a objetos, seguram os objetos e não os usam com a função que eles têm;
  • Muita sensibilidade a barulhos;

Estes são alguns sinais de autismo que podemos perceber em crianças muito pequenas, mas ressalto que a criança que possui T.E.A não necessariamente apresenta todos estes comportamentos, e nem nos mesmos graus. A grande dificuldade neste transtorno é justamente essa individualidade que existe em cada caso.

Algumas crianças, por exemplo, desenvolvem a fala normalmente, outras não chegam a falar nada ou apenas o que é do seu interesse. Cada criança constrói sua própria maneira de se comunicar com o mundo.

Por isso até mesmo para os profissionais pode ser difícil ter essa percepção para chegar a um diagnóstico. Então, qual o papel do terapeuta nos resultados da intervenção com as crianças autistas?

O papel do profissional!

É muito importante, para que a intervenção gere bons resultados, que o profissional passe um tempo com a criança, observe e mergulhe no mundo dela de forma a compreender a origem dos seus comportamentos.

A primeira coisa é saber que a família deve estar envolvida neste processo de forma ativa. Quando o diagnóstico é positivo é normal que os pais fiquem aflitos, muitas vezes por falta de informação.

É importante que psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas e outros integrantes da equipe multidisciplinar também ofereçam esse apoio à família, gerando comunicação e conforto para os pais, afinal eles são peça fundamental no desenvolvimento dos seus filhos.

Profissionais especializados, que já atuam nesta área podem oferecer opções de intervenção mais adequadas a cada idade, de forma a oferecer melhores resultados.

Alguns tipos de terapia proporcionam grandes oportunidades de desenvolvimento para os bebês e podem gerar resultados incríveis a longo prazo.

Se você quiser saber um pouco mais sobre essas opções leia mais em nosso blog: Conheça o Método Denver e a Terapia ABA para bebês com Autismo.

Ainda não existe uma cura para o autismo, até porque não se trata de uma doença, eu sempre falo isso porque existem muitas dúvidas e mitos a respeito deste tema.

O que tem demonstrado os melhores resultados ainda é a  intervenção precoce, já existem casos em que o indivíduo com TEA se tornou um adulto sem sinais de autismo aparentes, graças aos estímulos recebidos precocemente.

A terapia utilizada vai depender de cada caso e de cada profissional, o mais importante é começar o quanto antes.

Ficar com a dúvida nunca é uma boa opção. Se você deseja conhecer o nosso trabalho fique a vontade para entrar em contato pelo WhatsApp 11 99460-8548.

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