Teste da orelhinha: como fazer e quando fazer?
O teste da orelhinha é um exame simples, rápido e indolor que ajuda a identificar possíveis alterações auditivas em recém-nascidos. Como o bebê ainda não consegue responder aos sons de maneira voluntária, o exame utiliza uma tecnologia que permite avaliar a resposta da cóclea aos estímulos sonoros.
Realizar o teste da orelhinha no período recomendado é importante para identificar precocemente possíveis alterações auditivas e, quando necessário, iniciar a investigação e o acompanhamento o quanto antes.

O que é o teste da orelhinha?
O teste da orelhinha é o nome popular da triagem auditiva neonatal, geralmente realizada por meio das emissões otoacústicas.
Durante o exame, uma pequena sonda é posicionada na entrada do ouvido do bebê. O equipamento emite sons suaves e registra as respostas produzidas pela cóclea.
O procedimento é seguro, não invasivo e não causa dor.
Quando fazer o teste da orelhinha?
Preferencialmente, a triagem auditiva deve ser realizada antes da alta hospitalar.
Quando isso não for possível, o exame deve ser realizado o mais cedo possível.
A identificação precoce de alterações auditivas é importante porque a audição está diretamente relacionada ao desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação.
Como é feito o teste da orelhinha?
O exame é bastante simples.
A fonoaudióloga coloca uma pequena sonda na entrada do ouvido do bebê. Essa sonda apresenta estímulos sonoros de baixa intensidade e registra a resposta da cóclea.
Para facilitar a realização, o ideal é que o bebê esteja dormindo ou tranquilo.
O exame geralmente dura poucos minutos e não exige sedação.
O teste da orelhinha dói?
Não.
O teste da orelhinha é indolor e não invasivo.
A sonda fica posicionada apenas na entrada do ouvido e os sons apresentados são suaves.
Por isso, o exame pode ser realizado inclusive nos primeiros dias de vida.
O que significa quando o bebê “passa” no teste?
Quando o resultado é considerado “passa”, significa que foram identificadas respostas otoacústicas presentes nas condições avaliadas, sendo um resultado compatível com o funcionamento esperado da cóclea naquele momento.
Isso não significa que todos os aspectos da audição tenham sido avaliados.
A interpretação deve considerar o tipo de triagem realizada e os fatores de risco do bebê.
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E se o bebê “falhar”?
Um resultado de “falha” não significa necessariamente que o bebê tenha perda auditiva.
Algumas situações podem interferir no resultado, como:
- Líquido ou secreção no ouvido;
- Vernix ou outras obstruções;
- Ruídos durante o exame;
- Movimentação do bebê;
- Alterações temporárias na orelha média.
Por isso, quando o resultado não é satisfatório, o profissional orientará sobre a necessidade de repetir o exame ou realizar uma avaliação audiológica mais completa.
Todo bebê precisa fazer o teste da orelhinha?
A triagem auditiva neonatal é uma importante forma de identificar precocemente possíveis alterações auditivas.
Mesmo quando não existem sinais aparentes, o bebê pode apresentar uma alteração que não é percebida pelos pais no dia a dia.
Por isso, realizar a triagem conforme a orientação dos profissionais e dos serviços de saúde é fundamental.
Bebês que passaram no teste precisam acompanhar a audição?
Sim.
O desenvolvimento auditivo continua ao longo da infância. Além disso, algumas alterações podem surgir posteriormente.
Os pais devem observar o desenvolvimento da criança e procurar avaliação caso percebam sinais como:
- Não reagir a sons;
- Não se assustar com sons intensos;
- Não responder à voz dos pais;
- Não apresentar evolução esperada da comunicação;
- Demonstrar dificuldade para compreender ou localizar sons.
Nessas situações, uma nova avaliação auditiva pode ser indicada mesmo que o bebê tenha passado na triagem neonatal.
Quem realiza o teste da orelhinha?
O teste da orelhinha é realizado por profissional habilitado, sendo a fonoaudióloga uma das profissionais que atua na realização da triagem e na avaliação audiológica.
Quando existe alteração no resultado ou algum fator de risco, a fonoaudióloga pode orientar a família sobre a necessidade de acompanhamento e exames complementares.
Por que fazer o teste o quanto antes?
A audição tem papel fundamental no desenvolvimento da comunicação.
Quando uma alteração auditiva é identificada precocemente, a família pode buscar investigação e acompanhamento adequados sem esperar que dificuldades de fala e linguagem apareçam.
Por isso, o teste da orelhinha é uma etapa importante dos cuidados com a saúde do recém-nascido.
Conclusão
O teste da orelhinha é um exame rápido, seguro e indolor que ajuda a identificar possíveis alterações auditivas nos primeiros dias de vida.
O ideal é realizar a triagem antes da alta hospitalar ou o mais cedo possível quando isso não acontecer. Caso o resultado indique necessidade de acompanhamento, é importante seguir as orientações da equipe e realizar os exames recomendados.
Se o bebê ainda não realizou a triagem auditiva ou existe alguma dúvida sobre sua audição, procure uma avaliação com uma profissional especializada.
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