Depressão na pandemia: como superar?

Depressão na pandemia: como superar?

Depressão na Pandemia

Depressão na pandemia: a importância de cuidar de si mesmo nos momentos difíceis

Será que a depressão na pandemia é um dos efeitos possíveis do isolamento e do medo de contrair a doença?

O medo do vírus desconhecido, o tédio do isolamento, a incerteza quanto ao futuro e as dificuldades financeiras causadas pela pandemia podem gerar uma nova epidemia.

E o pior, durante enfrentamento do coronavírus: a epidemia da depressão.

Segundo um relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou muito na última década.

Atualmente, quase 5% da população do globo (cerca de 330 milhões de indivíduos) convive com a doença e as suas repercussões no cotidiano.

A ansiedade, outro quadro que impacta de forma negativa a qualidade de vida, é ainda mais presente no Brasil.

Quase 10% dos brasileiros manifestam os sintomas, que se dividem entre os ataques de pânico, as fobias, os transtornos obsessivos compulsivos, o estresse pós-trauma e a ansiedade generalizada.

Durante o ano de 2020, marcado pela pandemia do coronavírus, os números de pacientes com essas doenças aumentaram.

Afinal, o isolamento social, o medo e a incerteza são catalisadores para os sintomas ansiosos e depressivos.

Pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) realizada no mês de junho apontou que 47,9% dos médicos psiquiatras tiveram aumento no número de consultas.

Tristeza não é depressão

Diferente do senso comum, a depressão não é traduzida somente em tristeza.

A tristeza é um sentimento comum à vida, e uma reação a algo que acontece.

A depressão é uma patologia, multifatorial, e por isso também traz diversas características, além da tristeza, como: desânimo, falta de energia, alterações de sono e apetite, além de mudanças nos padrões de comportamento.

Muitas vezes se pensa que a depressão é apenas um quadro em que o paciente vai ficar triste e deprimido na cama, sem vontade de se levantar. Isso não é verdade.

Isso é um dos tipos da depressão!

Depressão na Pandemia

O crescimento da ansiedade e depressão na pandemia

A pandemia do coronavírus impactou a sociedade e todos os indivíduos em diversas esferas.

Primeiramente, houve um grande impacto no âmbito financeiro, uma vez que empreendimentos, comércios e outros tipos de negócios tiveram que ser interrompidos, o que resultou na perda de empregos e falência de empresas.

O desemprego ou a diminuição da renda foram fatores ligados ao surgimento de sintomas depressivos e ansiosos, devido a incerteza e o medo de não conseguir arcar com as responsabilidades mensais e necessidade dos familiares.

Além disso, foi necessário promover o isolamento social para diminuir a propagação do vírus e o número de casos.

Assim, membros da família e amigos, que antes conviviam de forma próxima, devem postergar os encontros.

Para algumas pessoas essa medida significou um grande sofrimento, visto que muitas moram sozinhas, ficando sem nenhuma companhia durante a quarentena, ou se preocupam com entes queridos mais sensíveis que estão longe, como os idosos e pessoas com deficiência ou distúrbios psíquicos.

Há, também, o medo de ser contaminado pelo vírus e sofrer as consequências da doença.

O número de mortos pelo coronavírus despertou um grande alerta na população, que teme principalmente pelos mais velhos e pessoas com doenças pré-existentes.

A pandemia e a rotina ao avesso

Estar longe dos amigos, do trabalho e das atividades diárias tem prejudicado a saúde emocional de muitas pessoas.

O distanciamento impôs uma barreira que, além de afastar, transformou nossas ações em atos de extremo cuidado por receio de ser infectado.

Vivemos um momento de exceção, confinados em casa e com uma rotina alterada.

Mas é muito importante manter uma rotina saudável e estruturada; não trocar o dia pela noite, ter horários adequados de sono e alimentação, além de tentar manter atividades físicas, de estudos e o próprio trabalho.

Os sinais de que a pandemia mexeu não apenas com o corpo, mas com a cabeça dos brasileiros estão no ar… nas farmácias, na internet, nas redes sociais.

No ambiente virtual, eles se revelam sob a forma da escalada na procura por assuntos e substâncias como os relacionados à dificuldade para dormir, que cresceram quase uma vez e meia no mais conhecido motor de busca da web.

No mundo físico, esses indícios se concretizam sob a forma da disparada nas vendas de medicamentos das classes dos ansiolíticos, hipnóticos, estabilizadores de humor ou antidepressivos, que aumentaram em alguns casos até 80%.

Uma realidade que agravou o quadro de parcela da população já adoecida mentalmente, como revelam dados do Ministério da Saúde.

Depressão na Pandemia

Os impactos do comportamento

Em meio a crise, cada indivíduo reage e sente a situação de forma diferenciada.

As reações podem ser leves e passageiras, mas também extremas, impactando de forma negativa a saúde social e mental.

Qualquer pessoa está mais vulnerável a reações psicológicas durante a pandemia, o que não deve de forma alguma ser escondido ou interpretado com vergonha.

Os impactos no comportamento podem ser sintomas físicos, como tremores, agitação, dores de cabeça, cansaço e palpitação.

Também é comum vivenciar momentos de tristeza, solidão, incapacidade, medo, frustração e ter episódios de choro fácil, alterações no sono e se sentir desorientado. Afinal, poucas pessoas já vivenciaram um período tão delicado como esse.

A insegurança diária, o medo da morte e tudo que a pandemia impõe pode não só desenvolver transtornos mentais, mas também agravar os que já existiam.

Todo o cenário representa uma carga emocional muito forte, principalmente para as pessoas que já são mais fragilizadas.

Depressão na pandemia: a importância em se buscar ajuda

O distanciamento físico não significa necessariamente um isolamento completo. Com a tecnologia, o contato pode ser mantido por videoconferências, o que diminui a saudade da família e dos amigos.

Uma rotina de exercício físico ajuda muito a lidar com as questões de ansiedade.

Além disso, é importante que se tenha válvulas de escape e isso se faz com atividades prazerosas e divertidas.

É preciso reinventar as maneiras de ter lazer em casa, porque vão existir as obrigações do dia, mas é fundamental manter as atividades de lazer e de integração.

Se você estiver se sentindo mal, ou presenciando algum sintoma de depressão é importante buscar ajuda.

Você não precisa esperar as coisas piorarem para buscar ajuda. É importante buscar ajuda o quanto antes, para que você tenha o tratamento adequado e não mergulhe em um caminho profundo.

Bateu depressão na pandemia? Busque ajuda. Não tente resolver sozinho, nem espere passar para ver se os sintomas vão embora.

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